terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Joio ou trigo

A cada dia, sei menos de mim.
Esforço-me para compreender pensamentos tão dúbios e cheios de ranhuras.
Tenho procurado a evolução pessoal, porém percebo que a cada passo, surpreendo-me dando outros dois para trás.
Já não carrego em mim a necessidade de sorrisos plenos e constantes; compreendi que a seriedade é um modo de fazer-me compenetrada no que, aos meus olhos, pode parecer banal ou sem vida.
O equilíbrio é lei. O problema é que tenho sentido que minha “balança” não tem sido muito justa. Análises e julgamentos do que desconheço tomam conta e me desestabilizam. Não quero! Busco sensatez e tranquilidade, mas os lixos que carrego – de experiências errôneas – deixam minha alma fosca. E frequentemente me pego varrendo histórias para debaixo do tapete, acumulando feridas e solidões.
Complicado? Sim, pois insisto, pouco tempo depois, em reorganizar o lugar e as tais “autoanálises”.
O impasse vai sujando e limpando, limpando e sujando, enquanto peço aos céus a clareza de que tão bem careço frente ao mundo que me cerca. E dentro das cercas que a alma insiste em manter, ferindo as mãos com arames farpados diante de toques (mesmo aparentemente leves!) da (auto)acusação que nunca finda.


Resultado de imagem para auto julgamento

CasuLAR

A intenção deste apanhado de pensamentos  é apenas servir como desabafo em palavras ou imagens. 
Pouco além disso.
Visitante, se quiser (e puder), comente! Não é preciso concordar ou discordar. O fato de abrirmos diálogo, mesmo em assuntos considerados ordinários, abrange horizontes (até então) desconhecidos em nós.
E quem sabe, assim, conseguirei vislumbrar a possibilidade, mesmo que remota, de romper o casulo em que me encontro e, enfim, metamorfosear para o que me espera à frente...


Imagem relacionada